Viajar sozinha com um bebê: o que aprendi em 18 dias entre Rio de Janeiro e Bahia
“Você vai viajar mesmo sozinha?”
Essa foi, sem dúvida, a pergunta que eu mais ouvi antes de embarcar nessa viagem.
E a resposta saía da minha boca com uma facilidade que nem sempre combinava com o que eu estava sentindo.
“Vou.”
Mas, toda vez que eu respondia isso, uma outra voz aparecia aqui dentro perguntando baixinho:
“Será que eu dou conta?”
Talvez você tenha chegado até este texto porque essa mesma pergunta já passou pela sua cabeça.
Se sim, quero que saiba de uma coisa: ela também passou pela minha.
E, mesmo assim, eu fui.
Não porque eu não tinha medo.
Mas porque eu não queria que o medo decidisse por nós.
Quando a maternidade muda o jeito de viajar
Sempre gostei de viajar.
Antes da Clarinha nascer, eu fazia as malas pensando apenas em mim.
Hoje, a mala ficou maior, o planejamento também e, às vezes, até a coragem precisa ser reforçada.
Mas uma coisa continua exatamente igual: a vontade de conhecer o mundo.
Na verdade…
Ela ficou ainda maior.
Porque agora eu tenho uma companhia que transforma qualquer passeio em uma descoberta.
É claro que a Clarinha provavelmente não vai lembrar dessa viagem quando crescer.
Ela ainda é pequena.
Mas eu vou e terei essa história para contar.
E talvez seja justamente esse o maior presente que uma viagem pode deixar.
Nem toda lembrança precisa ficar na memória da criança.
Algumas ficam guardadas no coração da mãe.
Dezoito dias. Dois estados. Só nós duas.

Foram 18 dias viajando sozinhas.
Só eu e ela.
Nossa aventura começou no Rio de Janeiro, onde passamos alguns dias aproveitando a companhia de uma amiga muito querida, que nos recebeu de braços abertos.
Depois seguimos para a Bahia.
Nossa base foi Porto Seguro, de onde conhecemos lugares que eu sonhava visitar há muito tempo, como Arraial d’Ajuda, Trancoso, Santa Cruz Cabrália e Coroa Vermelha. Já no fim da viagem, nos hospedamos em Arraial d’Ajuda antes de seguir para Salvador, onde encerramos essa aventura.
Cada destino trouxe uma lembrança diferente.
Uma paisagem que me fez parar.
Um sorriso da Clarinha diante de uma nova descoberta.
Um pôr do sol que parecia dizer que eu tinha feito a escolha certa.
E, aos poucos, percebi que essa viagem nunca foi apenas sobre conhecer lugares.
Ela era sobre descobrir do que nós duas éramos capazes.
Nem tudo foi perfeito. E tudo bem.

Se eu disser que foi fácil, vou estar mentindo.
Teve cansaço.
Teve noites mal dormidas.
Teve mochila pesada.
Teve canguru.
Teve colo.
Teve momentos em que eu pensei:
“Respira… você consegue.”
Mas sabe o que teve muito mais?
Orgulho.
Orgulho de olhar para a Clarinha descobrindo o mundo com aqueles olhinhos curiosos.
Orgulho de perceber que, mesmo com todos os desafios, nós estávamos vivendo uma experiência que sempre vai fazer parte da nossa história.
Viajar sozinha com um bebê não significa que tudo vai sair como planejado.
Significa aprender que o planejamento pode mudar.
E que tudo bem.
Essa viagem também foi feita de pessoas

Se tem uma coisa que aprendi nesses 18 dias é que nenhuma viagem acontece completamente sozinha.
Embora eu e a Clarinha estivéssemos viajando sem companhia, encontramos pessoas incríveis pelo caminho.
Na Bahia, tivemos parceiros que acreditaram no meu trabalho e fizeram parte dessa aventura, com hospedagens, passeios e deslocamentos que tornaram essa experiência ainda mais especial.
Mais do que facilitar a viagem, essas parcerias reforçaram algo que acredito muito: quando a gente compartilha histórias de forma verdadeira, elas acabam conectando pessoas que acreditam no mesmo propósito.
E sou muito grata por cada uma delas.
O começo de uma nova série
Se você acompanha o blog, já deve ter percebido que eu adoro compartilhar dicas práticas.
Mas, desta vez, quero fazer diferente.
Quero te levar para viajar com a gente.
Nos próximos textos, vou contar como foi cada etapa dessa aventura.
Vou mostrar os lugares que conhecemos, dividir as BenzaDicas que aprendi pelo caminho, falar dos perrengues, dos acertos e de tudo aquilo que eu gostaria de ter lido antes de embarcar.
Espero que essa série ajude outras mães a perceberem que, sim, é possível viajar sozinha com um bebê.
Não porque seja fácil.
Mas porque vale muito a pena.
Se você também está esperando o momento perfeito…

Talvez ele nunca chegue. Sempre vai existir um motivo para adiar.
Porque o bebê ainda é pequeno.
Porque dá medo.
Porque parece complicado.
Porque você acha que não vai dar conta.
Eu também pensei tudo isso.
E sabe o que descobri?
A coragem não aparece antes da viagem.
Ela embarca com a gente.
Hoje, quando olho para trás, não lembro do peso da mala.
Lembro da Clarinha encantada descobrindo um novo lugar.
Não lembro das horas organizando tudo.
Lembro dos sorrisos, dos abraços e de cada pedacinho de mundo que vivemos juntas.
E, sinceramente…
Se alguém me perguntar outra vez se vale a pena viajar sozinha com um bebê, minha resposta continua sendo a mesma.
Vale.
Vale pelo destino.
Vale pelas memórias.
Vale pela confiança que a gente ganha.
Mas, principalmente, vale pela certeza de que a maternidade não precisa ser o fim das nossas aventuras.
Ela pode ser o começo das mais bonitas.
Benzadeus… que privilégio é poder apresentar o mundo para a minha filha enquanto ela, sem nem perceber, me ensina tanto sobre viver💛
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📍 Diário de viagem | Capítulo 1 de 9
Essa foi a nossa viagem de 18 dias entre Rio de Janeiro e Bahia. Nos próximos capítulos, vou compartilhar cada destino, os bastidores, os perrengues, as hospedagens, os passeios e todas as BenzaDicas que fizeram parte dessa aventura. Espero que você embarque com a gente💛