Rio de Janeiro com bebê: os primeiros dias da nossa viagem
Quando parti para o Rio de Janeiro, ainda não tinha caído a minha ficha sobre tudo o que estava acontecendo.
Eu tinha decidido viajar por 18 dias com a Clarinha.
Só nós duas.
Mas começar pelo Rio fazia sentido. A ideia, na verdade, nem era turistar. Eu queria visitar a tia Aline, minha amiga da época da faculdade, que morava na cidade e nos receberia em sua casa.
E isso me deixava muito mais tranquila.
Eu já conhecia o Rio e teria alguém de confiança por perto. Era o lugar perfeito para começar, antes de seguir para outra viagem que seria completamente nova para nós duas.
No primeiro dia, não fizemos quase nada.
Chegamos, fomos para a casa da Aline e, mais tarde, saímos só para ver o mar por alguns minutos.
E talvez tenha sido bom começar assim.
Sem pressa..
Cinco dias de Rio
Depois disso, os dias foram acontecendo naturalmente.
Passamos por Ipanema e Arpoador, fomos à Lagoa Rodrigo de Freitas, assistimos a um jogo da Copa em Copacabana, fomos a uma festa junina na Urca e reencontramos amigos.
Não era uma viagem para conhecer o Rio inteiro.
Era uma visita.
Um reencontro.
Uma oportunidade de apresentar para a Clarinha alguns lugares que já faziam parte da minha própria história.
E foi justamente aí que a viagem começou a ganhar um significado diferente.

Quando vi minha filha correndo em direção ao mar, por exemplo, lembrei imediatamente de mim mesma quando criança. Eu também não podia ver uma praia e já queria entrar na água.
Passei tantas férias no Rio que, de repente, parecia que duas histórias estavam se encontrando.
A minha infância.
E a infância que começava a ser construída pela Clarinha.
[Veja a Clarinha provando o famoso mate]

E teve também o passeio de pedalinho na Lagoa Rodrigo de Freitas. Eu tinha uma expectativa bem específica para aquele momento, mas a experiência acabou sendo bem diferente do que eu imaginava.
Depois ainda teve café na praia, jogo da Copa e uma noite em Copacabana. Aliás, se você está procurando um lugar para assistir a um jogo com criança, o Bar do Aldo foi uma descoberta bem interessante para nós.
A viagem também foi feita de pessoas
Talvez essa tenha sido a parte mais gostosa daqueles dias.
Além da Aline, reencontramos amigos que eu não via há algum tempo. Pessoas que conheceram uma Carols antes da maternidade e que agora estavam conhecendo a Clarinha.

Teve festa junina, conversa, risada e aquela sensação boa de apresentar um pedacinho da minha vida para quem já fez parte dela.
A festa junina, inclusive, aconteceu aos pés do Pão de Açúcar e foi um daqueles programas para guardar na memória.

E teve o aniversário de uma amiga da Aline.
Foi lá que uma mulher que eu nem conhecia me disse algumas coisas sobre maternidade que mexeu muito comigo.
Talvez você também precise ouvir.
Não foi uma conversa longa.
Mas foi o suficiente para me dar mais força para seguir viagem.
E a vida real continuava acontecendo…
No meio de tudo isso, tinha uma bebê.
E eu não queria que a viagem virasse uma corrida contra o relógio.
Então a gente respeitava os horários da Clarinha.
Era hora de dormir? A gente parava.
Era hora de mamar? A gente parava.
Estava cansada? O passeio podia esperar.
E, curiosamente, isso não fez a gente aproveitar menos.
Fez tudo ficar mais leve.
Sobre os nossos deslocamentos? Todos foram feitos de Uber, essa opção acabou sendo mais prática e fácil.
E no meio disso tudo, a nossa mala também precisava sobreviver. Como ainda tínhamos muitos dias de viagem pela frente, uma das coisas que mais me ajudou foi poder lavar nossas roupas na casa da Aline.
E essa é uma daquelas coisas que a gente só percebe quando viaja com bebê: a viagem linda das fotos também envolve roupa suja, fralda, organização de mala e aquela logística diária para descobrir o que ainda está limpo.
Quando chegou a hora de ir

Cinco dias passaram rápido.
E chegou o momento de fechar a mala novamente.
Eu tinha ido para o Rio para visitar uma amiga.
Mas saí de lá levando muito mais do que isso.
Levei memórias novas, reencontros que fizeram bem e a sensação gostosa de ter vivido aqueles dias com a Clarinha.
Agora era hora de seguir.
No dia 22, partimos para Porto Seguro.
E, dessa vez, não teríamos mais a casa da Aline como nosso ponto de apoio.
Era uma cidade que eu não conhecia, uma nova hospedagem e muitos dias de viagem pela frente.
Mas eu estava tranquila.
A gente tinha começado.
E agora era só continuar.
Porto Seguro nos esperava.
E eu ainda não fazia ideia de tudo o que a Bahia reservava para nós.
BenzaDicas do Rio de Janeiro com bebê
Depois desses primeiros dias, algumas coisas ficaram muito claras para mim:
- Não tente fazer tudo em um único dia. Deixe espaço para sonecas, mamadas e mudanças de planos.
- Pesquise a estrutura dos lugares antes de sair.
- Prefira lugares com sombra quando estiver com bebê na praia.
- Não tenha medo de adaptar o roteiro. A festa junina só aconteceu porque respeitamos o sono da Clarinha.
- Escolha uma forma de transporte que deixe vocês confortáveis. Para nós, o Uber funcionou muito bem.
- E, se puder lavar roupa durante a viagem, aproveite!
📍 Diário de viagem | Capítulo 2
De 17 a 22, o Rio de Janeiro foi nosso começo. Não foi uma viagem turística tradicional. Foi encontro, memória, praia, amigos, descobertas e, principalmente, o primeiro capítulo de uma aventura que ainda estava só começando.
No próximo capítulo: Porto Seguro.

