Porto Seguro com bebê: nossa viagem de 10 dias
Viajar para Porto Seguro com bebê foi uma experiência que me atravessou de muitas maneiras. Foram dez dias na Bahia, entre praias, história, passeios, novas amizades e algumas situações que eu não tinha imaginado enfrentar sozinha com a Clara.
Diferentemente do Rio de Janeiro, onde eu conhecia a cidade e tinha uma amiga por perto, na Bahia eu não conhecia ninguém. Era só eu, minha menina e uma vontade enorme de viver tudo o que Porto Seguro tinha para oferecer: a cultura, a história e, claro, o mar.
E foi justamente ali, no meio de uma viagem tão especial, que eu percebi que ainda tinha muito a descobrir. Sobre o Brasil, sobre a maternidade e, principalmente, sobre nós duas.
Os primeiros desafios de viajar sozinha

Logo no primeiro dia, ainda na padaria, me deparei com uma situação comum, que faz a gente perceber o que significa estar sozinha com uma criança.
Entrei e dei de cara com um buffet self-service. Benzadeus, e agora? Foi só isso que eu consegui pensar. E foi ali que caiu a ficha: não havia um segundo adulto para dividir aquelas pequenas tarefas comigo.
Depois vieram os cafés da manhã. No começo, eu me perguntava como faria para pegar minha refeição sem deixar a Clara sozinha na mesa. Até que encontrei o nosso jeito: deixava ela sentadinha, pertinho de mim, e ela ficava ali, tranquila, enquanto eu me servia.
E isso chamava a atenção das pessoas. Todo mundo ficava admirado com o jeitinho dela, com a educação e a tranquilidade com que esperava. Eu ouvia comentários, recebia elogios e percebia como a Clara também estava vivendo aquela experiência à maneira dela.
Nem tudo, porém, era tão leve. Bem no primeiro dia, ouvi a pergunta: “Cadê o pai dessa criança?”. Como se fosse estranho eu estar ali sozinha com a minha filha.
Enfim… essas situações mexeram comigo, mas também fizeram parte do aprendizado. Eu estava descobrindo como resolver as coisas sozinha, como confiar mais no meu jeito e como seguir mesmo quando alguém colocava em dúvida uma escolha que fazia todo sentido para mim.

E, nesse processo, poder contar com TPS Transfer Privativo também foi muito importante. Ter alguém esperando no aeroporto, com um carro preparado e cadeirinha para a Clara, trouxe conforto e segurança. Durante a viagem, contar com esse apoio nos deslocamentos facilitou muito a minha vida, principalmente nos momentos de chegada, troca de hospedagem e partida.
Vivendo os dois lados de Porto Seguro

Eu queria conhecer Porto Seguro para além das praias. Queria vivenciar a história, a cultura e entender um pouco mais daquele lugar. Por isso, passar parte da viagem na região central, na Pousada Jangadeiros, foi tão importante.
Eu e a Clara fizemos alguns passeios sozinhas, caminhamos pelo centro no nosso tempo, passeamos pela orla e visitamos o museu. E foi lindo poder descobrir todos esses cantinhos através dos olhos dela. No tempo dela. Do jeitinho dela.

Ao longo dos dias, fizemos um bate-volta para Trancoso, conhecemos praias e participamos de alguns passeios da Vou Pra Porto Seguro: Origens, Desconexão (que se tornou o meu preferido) e Caminhos do Arraial.
Também tivemos a oportunidade de ficar em uma hospedagem de frente para o mar, no Hotel Porto das Naus. Foi muito bom experimentar esses dois lados de Porto Seguro: o centro, com sua história e sua cultura, e a parte mais pé na areia, com praia, piscina e aquela energia gostosa de estar perto do mar.
Foi ali que eu senti a energia baiana. E, Benzadeus, como é boa!

Foram experiências completamente diferentes, mas que se complementaram durante a nossa viagem.
E ainda teve Arraial d’Ajuda. Nos últimos dias, seguimos para lá e tivemos dias lindos nos chalés Vila Marina, pertinho da Praia de Pitinga. Pegamos um pouco de chuva, mas isso não impediu que aproveitássemos o destino.

Nem todos os dias saíram como planejado. Mas, entre uma mudança de hospedagem, um passeio, uma soneca da Clara e outra, fomos encontrando o nosso ritmo.
As pessoas que fizeram parte dessa história
Uma das coisas mais bonitas dessa viagem foi perceber como a Clara criava conexões por onde passava.
Ela ganhou uma avó, uma porção de tios e tias e muitos amiguinhos. E isso não ficou restrito a um único lugar. Foram pessoas que encontramos durante os passeios, nas hospedagens e nos momentos mais simples do dia.
Eu amo ver a facilidade que ela tem de se aproximar, brincar e se encantar. E, enquanto observava tudo isso, também comecei a perceber o quanto ela estava aprendendo.

Ouvi muitas vezes que eu estava “criando a Clara para o mundo”. Que era bonito ver como ela estava conhecendo coisas novas, se desenvolvendo e vivendo experiências tão diferentes. Também ouvi que eu era corajosa e que estava oferecendo uma educação muito especial para ela.
Esses comentários me tocaram profundamente. Porque, na rotina, a gente nem sempre consegue enxergar tudo o que está construindo. A maternidade é cheia de tarefas, preocupações e dias corridos. Então, quando alguém de fora percebia algo que eu mesma nem sempre conseguia reconhecer, aquilo ganhava uma força enorme dentro de mim.
E ainda tiveram as pessoas que confiaram no meu trabalho, que me incentivaram sem nem me conhecer direito e com quem nutrimos carinho ao longo do caminho. A viagem foi feita de lugares, mas também de encontros. E alguns deles foram muito além dos dias que passamos na Bahia.
Quando uma concha rosa virou uma grande descoberta
Entre tantos passeios, o Desconexão, exclusivo da Vou Pra Porto Seguro, foi o meu favorito. Passamos o dia na Praia das Bobocas, na Vila de Santo Antônio, e terminamos conhecendo o Centro Histórico de Santa Cruz Cabrália.
O cenário da praia me marcou muito. O encontro do rio com o mar, a natureza e aquela paisagem linda fizeram com que eu parasse para observar tudo com mais calma.
Enquanto isso, a Clara corria, descobria e explorava. Em determinado momento, chegou a pegar um caranguejo na mão. E eu ficava olhando para ela, encantada com a simplicidade daquela menina diante de tanta novidade.
Até que ela veio me mostrar uma simples concha rosa.

E eu desmontei: veja!
Acho que, naquele instante, consegui colocar para fora tudo o que vinha sentindo durante aqueles dias: os desafios, as inseguranças, o cansaço, as alegrias e a emoção de viver tudo aquilo com ela.
É lindo ver uma criança descobrir o mundo. Mas é ainda mais bonito quando a gente tem a oportunidade de descobri-lo novamente pelos olhos dela.
Aquela concha era só uma concha. Mas, para a Clara, era uma descoberta que precisava ser compartilhada comigo. E isso me tocou de um jeito que eu nem consigo explicar…
Olhando para o rio encontrando o mar, também pensei no quanto o nosso Brasil é lindo. Em quantos lugares ainda quero conhecer e em tudo o que ainda podemos viver juntas.
Naquele momento, tive uma certeza muito forte: eu estou indo no caminho certo.
Movimento gera prosperidade
Porto Seguro me mostrou que viajar sozinha com uma criança pode ser desafiador, mas também pode ser leve, divertido e cheio de encontros que a gente jamais teria imaginado.
Voltei dessa viagem com uma sensação muito clara de que movimento gera prosperidade. Que sair do lugar, experimentar e se permitir viver novas experiências pode abrir caminhos que a gente nem sabia que existiam.
Também ficou muito claro para mim que posso realizar meus sonhos, sim. Que existem pessoas incríveis pelo caminho. Pessoas que a gente conhece e passa a amar, pessoas que confiam no nosso trabalho e pessoas que nos incentivam sem nem saber o quanto aquele gesto significa.

E, no meio de tudo isso, estava a Clara. Descobrindo praias, fazendo amizades, conhecendo a nossa história e me ensinando a olhar para o mundo com mais simplicidade.
Porto Seguro foi muito especial. Daqueles capítulos que a gente termina com o coração cheio e com a sensação de que alguma coisa mudou por dentro.
E ainda tinha Salvador pela frente.
BenzaDicas de Porto Seguro com bebê
Depois desses dez dias, algumas coisas ficaram muito claras para mim:
- Não tenha medo de fazer passeios sozinha com o bebê. Alguns dos nossos momentos mais gostosos aconteceram justamente quando saímos apenas nós duas, no nosso ritmo.
- Misture passeios livres com experiências guiadas. Conhecer alguns lugares por conta própria foi ótimo, mas ter alguém contando a história e conduzindo determinados passeios também deixou a viagem muito mais rica.
- Se puder, contrate um transfer. Para mim, ter alguém esperando no aeroporto e já com a estrutura para transportar a Clara trouxe muita segurança, principalmente chegando a uma cidade que eu não conhecia.
- Escolha hospedagens que façam sentido para o momento da viagem. Viver o centro e depois ficar pertinho do mar nos permitiu experimentar dois lados completamente diferentes de Porto Seguro.
- Não subestime a autonomia do seu filho. A Clara me surpreendeu muitas vezes e ainda vou contar mais sobre isso para vocês.
- Deixe espaço para o inesperado. Nem todos os dias foram iguais. Tivemos chuva, mudanças de planos e até perrengues. E, ainda assim, a viagem aconteceu.
- E, principalmente, não tente controlar tudo. Viajar com criança é também aceitar que o roteiro pode mudar e que, muitas vezes, são justamente esses momentos que ficam na memória.
📍 Diário de viagem | Capítulo 3
De 22 de junho a 2 de julho, Porto Seguro e região foram nosso segundo capítulo. Foram dez dias entre praias, história, descobertas, encontros e muitos aprendizados. Vivemos um pouco de tudo e descobrimos que ainda tínhamos muito para viver juntas.
No próximo capítulo: Salvador.

