O primeiro Natal com o meu bebê
O primeiro Natal depois que a gente vira mãe não é só uma data no calendário. Ele vem carregado de expectativas, dúvidas e aquele friozinho na barriga de quem está vivendo tudo pela primeira vez.
A Clarinha tinha cinco meses quando chegou o Natal. E a nossa escolha foi passar a data em Indaiatuba, na casa da minha tia, com a família reunida.

Confesso: eu fiquei receosa.
Será que ela ia estranhar?
Será que ia ficar chatinha?
Será que ia conseguir dormir?
Será que íamos conseguir aproveitar?
Será que viver tudo isso ia ser demais?
Mas, benzadeus… foi tudo muito melhor do que eu imaginava.
A ceia de Natal
No dia da ceia, eu coloquei a roupinha de Natal da Clarinha, daquelas que fazem a gente suspirar. Ela ficou linda, tiramos fotos, curtimos o momento, ela no colo de todo mundo, cercada de carinho.

E quando chegou a hora em que ela normalmente dorme, ela simplesmente… dormiu.
Dormiu durante a ceia.
Dormiu na virada do Natal.
Enquanto a família comemorava lá embaixo, todos juntos, conversando e celebrando, ela descansava tranquila.
Nada de choro, nada de estresse, nada fora do controle.
Tudo aconteceu no tempo dela e no nosso também.
O dia de Natal

No dia 25, a gente passou o Natal viajando, voltando pra Florianópolis.
Mais uma situação que poderia gerar ansiedade, mas que foi surpreendentemente tranquila.
A Clarinha dormiu bem, ficou calma, acompanhou o ritmo.
Parecia entender que aquele momento também fazia parte da nossa rotina mesmo sendo diferente.
Foi um Natal simples, real, sem grandes produções.
Mas cheio de paz e amor.
O que essa experiência me mostrou
Viver esse primeiro Natal fora de casa me mostrou que bebês se adaptam muito melhor do que a gente imagina.
E que sair da rotina por um dia, ou alguns, não causa nenhum caos quando existe cuidado, presença e carinho.
Também me mostrou que muitas vezes o medo mora mais na nossa cabeça do que na realidade.

Sobre escolhas: sair ou ficar em casa
E aqui entra a parte mais importante desse texto.
Se você escolher sair de casa, estar com a família, viajar ou comemorar fora… vai dar tudo certo.
Seu bebê vai estar com você.
E sair da rotina por um curto período não faz mal quando ela já existe.
Mas se você escolher ficar em casa, respeitar seu tempo, seu cansaço e seus limites… também está tudo bem.
Essa escolha também é válida, desde que venha de um lugar de cuidado, e não de medo ou cobrança.
O problema nunca é a escolha em si.
É quando a gente se força a algo que não faz sentido só pra “dar conta”.
A mãe também precisa estar bem
Existe uma verdade simples que eu carrego comigo:
👉 o bebê fica bem quando a mãe está bem.
Estar em família faz bem pra algumas mães.
Ficar quietinha em casa faz bem pra outras.
E tudo bem.
A maternidade já é intensa demais pra carregar culpa nas decisões pequenas.
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Se esse texto te acolheu, envie para uma mãe que também pode estar cheia de dúvidas nesse Natal. Aqui no Benzadeus, a gente acredita que toda escolha feita com amor merece respeito.


